Tempestade solar

Tempestade solar chega à Terra nesta sexta (28) e pode iluminar o céu; veja onde auroras podem aparecer

Ejeção de massa coronal lançada pelo Sol pode provocar tempestade geomagnética de nível G2 nesta sexta-feira. Fenômeno aumenta as chances de auroras em regiões mais afastadas dos polos e pode causar pequenas interferências tecnológicas.

Por · · Atualizado: 27/08/2026 19:48
Ejeção de massa coronal pode provocar tempestade geomagnética moderada e ampliar a ocorrência de auroras nesta sexta-feira (28) — Foto: Reprodução/NOAA

Uma tempestade geomagnética pode atingir a Terra nesta sexta-feira, 28 de agosto, aumentando as chances de um espetáculo de luzes no céu em algumas regiões do Hemisfério Norte.

O fenômeno está relacionado a uma ejeção de massa coronal, conhecida pela sigla EMC ou CME em inglês, lançada pelo Sol após uma forte atividade registrada nesta semana.

Segundo o Space Weather Prediction Center, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), a atividade geomagnética pode alcançar o nível G2, classificado como moderado. A previsão continua sendo atualizada à medida que os especialistas acompanham a aproximação do material solar.

O evento teve origem após uma erupção solar de classe M6.9 registrada em 25 de agosto. A explosão ocorreu na região ativa 4513 e lançou plasma e partículas carregadas em direção ao espaço.

Por que isso pode provocar auroras?

Quando o material lançado pelo Sol alcança a Terra, as partículas interagem com o campo magnético do planeta.

Parte delas é direcionada para regiões próximas aos polos, onde colide com moléculas presentes na atmosfera. Essa interação libera energia na forma de luz, criando as conhecidas auroras boreais no Hemisfério Norte e auroras austrais no Hemisfério Sul.

Normalmente, o fenômeno fica concentrado nas regiões polares. Durante tempestades geomagnéticas mais fortes, entretanto, a área onde as luzes podem ser observadas aumenta.

Para uma tempestade G2, a NOAA informa que auroras já foram observadas em latitudes geomagnéticas próximas de 55 graus, chegando em alguns casos a regiões como Nova York e Idaho, nos Estados Unidos.

Sexta-feira deve ter maior chance

A previsão atual indica que a sexta-feira (28) concentra a maior possibilidade de intensificação da atividade.

Modelos da NOAA e da NASA analisados por especialistas indicam a chegada da ejeção de massa coronal por volta desta sexta-feira, embora o horário e a intensidade exatos possam variar.

Isso acontece porque somente quando o material solar se aproxima da Terra é possível determinar com maior precisão a orientação de seu campo magnético e, consequentemente, a força da interação com a magnetosfera terrestre.

As melhores chances de observação estão no Canadá, norte dos Estados Unidos e regiões do norte da Europa.

O Brasil poderá ver aurora?

Pela intensidade atualmente prevista, não há expectativa de auroras visíveis no Brasil.

Uma tempestade G2 consegue deslocar a faixa de auroras para latitudes mais baixas do que o normal, mas ainda muito distantes do território brasileiro. Para que luzes desse tipo fossem vistas em latitudes tão próximas do Equador seria necessário um evento geomagnético significativamente mais intenso.

Assim, imagens de auroras que eventualmente surgirem durante esta tempestade devem vir principalmente de países de altas latitudes.

Pode afetar internet e energia?

Tempestades geomagnéticas também podem provocar efeitos tecnológicos, mas o nível previsto não indica um cenário de grandes interrupções.

De acordo com a escala oficial da NOAA, uma tempestade G2 pode provocar alertas de tensão em redes elétricas de altas latitudes e exigir pequenas correções na orientação de alguns satélites.

Sinais de rádio de alta frequência também podem sofrer enfraquecimento temporário em regiões próximas aos polos.

Isso não significa que celulares, internet ou redes elétricas deixarão de funcionar de forma generalizada.

Os impactos mais graves ficam associados aos níveis superiores da escala, que vai de G1, menor, até G5, extremo.

Outro fenômeno acontece na mesma noite

Quem gosta de astronomia terá outro motivo para observar o céu entre quinta e sexta-feira.

Um eclipse lunar parcial acontece na noite de 27 para 28 de agosto e poderá ser observado em grande parte das Américas, incluindo regiões do Brasil, além da Europa e da África.

Segundo a NASA, cerca de 93% do diâmetro da Lua ficará dentro da parte mais escura da sombra da Terra no momento máximo do eclipse.

Os dois fenômenos não possuem relação entre si. A coincidência apenas faz com que a última semana de agosto seja especialmente movimentada para quem acompanha eventos astronômicos.


Fonte: NOAA Space Weather Prediction Center / NASA / Terra


Tags: tempestade solar, tempestade geomagnética, aurora boreal, Sol, astronomia, NOAA, NASA, ejeção de massa coronal, aurora, eclipse lunar


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