Pacientes com doenças terminais ou em idade muito avançada podem apresentar mudanças físicas e comportamentais durante os últimos dias ou horas de vida.
Uma reportagem compartilhada pelo MSN destaca três manifestações frequentemente observadas por profissionais de cuidados paliativos: respiração ruidosa causada por secreções, alterações no ritmo da respiração e olhar fixo ou sem foco.
Apesar da referência às “24 horas antes da morte”, especialistas ressaltam que não existe um relógio exato para esse processo. Os sinais podem aparecer durante as últimas horas ou dias, variar de intensidade e não ocorrer em todas as pessoas.
Respiração pode ficar ruidosa
Um dos sinais mencionados é a respiração acompanhada por um som semelhante a um gargarejo.
Essa alteração acontece quando saliva ou muco se acumulam na garganta e no peito porque a pessoa já não consegue engolir ou tossir com a mesma eficiência.
Embora o barulho possa preocupar familiares, entidades especializadas em cuidados paliativos explicam que ele geralmente não significa que o paciente esteja sentindo dor ou sufocamento. A equipe de saúde pode mudar a posição da pessoa ou adotar medidas para reduzir as secreções e proporcionar conforto.
Ritmo da respiração pode mudar
Durante as últimas horas ou dias, a respiração pode ficar mais lenta, superficial e irregular.
Também podem ocorrer pausas prolongadas entre uma respiração e outra, seguidas por inspirações mais profundas. Nem todas as pessoas apresentam esse padrão, e sua duração pode variar.
Pessoa pode permanecer com os olhos abertos
Outro sinal descrito é a redução progressiva da consciência. O paciente pode dormir por períodos mais longos, responder menos aos estímulos ou permanecer inconsciente.
Em alguns casos, os olhos ficam parcialmente abertos e o olhar parece parado ou sem foco. Isso ocorre junto da diminuição das respostas do organismo e não deve ser interpretado isoladamente como uma previsão exata da morte.
Outros sinais podem aparecer
Além das mudanças respiratórias e da consciência, também podem ocorrer:
- dificuldade para engolir líquidos;
- redução da alimentação;
- diminuição da quantidade de urina;
- mãos e pés frios;
- manchas ou alterações na cor da pele;
- menor comunicação;
- agitação ou movimentos involuntários.
As alterações na pele acontecem porque a circulação sanguínea e a oxigenação diminuem conforme o organismo reduz suas funções.
Avaliação profissional é indispensável
Essas manifestações devem ser interpretadas dentro do contexto de uma doença terminal ou de um acompanhamento em cuidados paliativos.
Alterações repentinas na respiração, perda de consciência ou dificuldade intensa para respirar em uma pessoa que não está na fase final de uma doença podem representar uma emergência médica e exigem atendimento imediato.
Familiares e cuidadores devem comunicar qualquer mudança à equipe médica ou de enfermagem responsável. Algumas manifestações podem fazer parte do processo natural de morte, enquanto outras podem estar relacionadas a problemas tratáveis, como infecções ou efeitos de medicamentos.
Fonte: MSN, com informações atribuídas à enfermeira de cuidados paliativos Julie McFadden. Conteúdo revisado e contextualizado com informações do National Cancer Institute e da organização Marie Curie.
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