Os Estados Unidos e o Irã deram o primeiro passo formal para o fim do conflito no Oriente Médio com a assinatura eletrônica de um acordo de paz preliminar. A confirmação foi feita nesta segunda-feira (15) pelo vice-presidente norte-americano, J.D. Vance. O documento final, contudo, só virá a público após uma cerimônia presencial agendada para a próxima sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça.
O tratado, que contou com a mediação do Paquistão, foi assinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, por seu vice, J.D. Vance, e pelo presidente do Parlamento do Irã, Mohammed Qalibaf. Washington atua sob o entendimento de que Qalibaf possui autorização direta do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, para selar as negociações.
Estreito de Ormuz e impasse econômico
Entre os principais pontos estipulados no acordo de paz estão a abertura imediata do Estreito de Ormuz e o encerramento do bloqueio marítimo promovido pelos EUA contra o território iraniano. Apesar do avanço, discussões técnicas destinadas a aprofundar as cláusulas do tratado devem começar ainda nesta semana.
O alívio de sanções econômicas e o descongelamento de ativos de Teerã também estão previstos, mas seguem retidos. O presidente Donald Trump enfatizou que as concessões financeiras dependem estritamente das próximas atitudes do governo iraniano. Em contrapartida, o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou manter uma "profunda desconfiança" em relação aos termos norte-americanos.
Outro ponto de atrito surgiu logo após o anúncio. Enquanto Trump assegurou que o Estreito de Ormuz ficaria permanentemente isento de pedágios, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, informou que o país pretende cobrar tarifas por "serviços marítimos", que englobam proteção ambiental, seguros e suporte à navegação.
Diplomacia internacional e atritos com Israel
Donald Trump destacou a cooperação dos presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, para o desfecho bem-sucedido das negociações com Teerã.
Por outro lado, o líder norte-americano desferiu críticas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, revelando que ambos tiveram discussões rípidas na última semana devido às ações militares israelenses no Líbano. Trump defendeu o acordo, afirmando que, apesar das ressalvas de Netanyahu, a medida foi fundamental para salvar a região de uma escalada de destruição nuclear.