Uma terapia individualizada baseada em RNA mensageiro (mRNA) alcançou um marco importante nos estudos contra o câncer. Merck (MSD) e Moderna anunciaram nesta quarta-feira (19) resultados positivos de fase 3 para o tratamento experimental intismeran autogene, utilizado em combinação com o imunoterápico pembrolizumabe, conhecido comercialmente como Keytruda.
O tratamento está sendo estudado em pacientes com melanoma cutâneo de alto risco que tiveram o tumor completamente removido por cirurgia.
Segundo as empresas, a combinação alcançou o principal objetivo do estudo, relacionado à sobrevida livre de recorrência da doença, além de apresentar resultado positivo na redução do risco de metástase à distância quando comparada ao uso isolado do pembrolizumabe.
A tecnologia é frequentemente chamada de "vacina contra o câncer", mas funciona de forma diferente das vacinas tradicionais. Ela é produzida de maneira personalizada a partir de características específicas do tumor do próprio paciente, buscando ensinar o sistema imunológico a reconhecer células cancerígenas.
O resultado é considerado particularmente relevante por ser, segundo as empresas, o primeiro estudo de fase 3 positivo de uma terapia individualizada de neoantígenos e de uma terapia contra câncer baseada em mRNA.
Isso, porém, não significa que exista uma vacina contra o câncer disponível imediatamente para a população. O estudo continuará acompanhando os pacientes, inclusive para avaliar a sobrevida global.
Os dados completos ainda deverão ser apresentados em encontro médico e enviados às autoridades regulatórias.
Fonte: Merck/MSD e Moderna, comunicado divulgado em 19 de agosto de 2026.
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