Longevidade

Cinco hábitos ajudam a envelhecer com mais saúde e autonomia

Gerenciar o estresse, reservar tempo para o lazer, evitar a automedicação, manter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios regularmente estão entre as atitudes recomendadas para preservar a qualidade de vida ao longo dos anos.

· Atualizado: 25/07/2026 15:02
Atividade física, alimentação equilibrada e momentos de lazer ajudam a preservar a autonomia durante o envelhecimento.

Viver por mais tempo não significa necessariamente envelhecer com qualidade. Para que a longevidade seja acompanhada de autonomia, disposição e bem-estar, especialistas destacam a importância de adotar hábitos saudáveis durante todas as fases da vida.

A Organização Mundial da Saúde define o envelhecimento saudável como o processo de desenvolver e preservar a capacidade funcional que permite bem-estar na velhice. Isso inclui conseguir atender às próprias necessidades, movimentar-se, tomar decisões, manter relacionamentos e participar da sociedade.

O médico Newton Terra, professor da Escola de Medicina da PUCRS e pesquisador do Instituto de Geriatria e Gerontologia, reuniu cinco comportamentos que podem contribuir para um envelhecimento mais saudável, independente e ativo.

1. Aprender a gerenciar o estresse

O estresse é uma resposta natural do organismo diante de situações percebidas como ameaçadoras ou desafiadoras. O problema ocorre quando essa condição se prolonga e passa a provocar desgaste físico e emocional.

De acordo com o especialista, o estresse crônico pode aumentar a sobrecarga sobre órgãos e tecidos, além de contribuir para problemas cardiovasculares, metabólicos, infecciosos e neuropsiquiátricos.

Dormir de maneira regular, praticar exercícios, organizar a vida financeira, cultivar hobbies e buscar técnicas de relaxamento, como meditação, ioga ou atenção plena, podem ajudar a reduzir a tensão. Quando necessário, o acompanhamento de um psicólogo também é recomendado.

2. Reservar tempo para o lazer

Momentos de descanso e diversão são importantes em qualquer idade. Ler, ouvir música, assistir a filmes, pintar, fazer artesanato, tocar instrumentos, praticar jogos e aprender novas atividades ajudam a manter a mente estimulada e a rotina mais prazerosa.

As escolhas devem considerar os interesses, as condições físicas e a realidade de cada pessoa. O lazer também favorece a convivência, os vínculos sociais e a sensação de pertencimento, aspectos importantes para o bem-estar durante o envelhecimento.

A OMS destaca que a capacidade de construir e manter relacionamentos, continuar aprendendo e contribuir para a comunidade faz parte do conceito de envelhecimento saudável.

3. Evitar a automedicação

O uso de medicamentos tende a aumentar com a idade, principalmente por causa do tratamento de doenças crônicas. Por isso, é fundamental informar aos profissionais de saúde todos os remédios, suplementos e vitaminas utilizados.

A combinação de vários medicamentos pode ampliar o risco de interações, reações adversas, confusão mental, quedas, fragilidade e hospitalizações. A prescrição para pessoas idosas exige acompanhamento e revisões periódicas, sem que nenhum tratamento seja interrompido por conta própria.

A automedicação também pode provocar intoxicações, mascarar sintomas, agravar doenças e interferir no efeito de outros remédios. Até medicamentos vendidos sem receita podem oferecer riscos quando utilizados de forma inadequada.

Quando houver suspeita de excesso ou duplicidade de medicamentos, a recomendação é procurar um médico ou farmacêutico para realizar uma avaliação individualizada.

4. Manter uma alimentação equilibrada

A alimentação influencia diretamente a manutenção dos músculos, dos ossos, da imunidade e do funcionamento geral do organismo. Uma dieta adequada deve oferecer os nutrientes necessários sem excesso de calorias, açúcares, gorduras ou alimentos ultraprocessados.

A orientação é priorizar refeições variadas, com frutas, verduras, legumes, leguminosas, cereais integrais e outras fontes de fibras, vitaminas e minerais. As necessidades nutricionais, entretanto, podem mudar conforme a idade, o estado de saúde e o uso de medicamentos.

Pessoas idosas com perda de peso, redução de apetite ou deficiência nutricional devem buscar avaliação profissional. A OMS alerta que a desnutrição pode aumentar a vulnerabilidade a infecções, perda muscular e problemas ósseos.

5. Combater o sedentarismo

A prática regular de atividade física ajuda a preservar a força, o equilíbrio, a mobilidade e a independência. Também contribui para reduzir o risco de doenças crônicas e favorece a saúde mental e cognitiva.

Para adultos e idosos, a OMS recomenda entre 150 e 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, ou entre 75 e 150 minutos de atividade intensa, quando não houver contraindicações. Exercícios de fortalecimento muscular e atividades voltadas ao equilíbrio também devem fazer parte da rotina.

Quem está sedentário ou possui limitações deve começar gradualmente, com orientação profissional. Caminhadas, dança, bicicleta, hidroginástica e exercícios adaptados são algumas possibilidades, desde que compatíveis com a condição individual.

Hábitos precisam ser mantidos ao longo da vida

Alimentação equilibrada, atividade física e abandono do tabagismo estão entre os comportamentos associados à redução do risco de doenças não transmissíveis e à preservação das capacidades físicas e mentais.

As medidas não eliminam totalmente a possibilidade de doenças e não substituem consultas, exames preventivos ou tratamentos médicos. O objetivo é aumentar as chances de chegar à velhice com mais autonomia, segurança e qualidade de vida.

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